Dependência tecnológica e a desumanização da advocacia
DOI:
https://doi.org/10.48159/revistadoidcc.v10n1.e127Palavras-chave:
Dependência Tecnológica, Desafios Éticos, Desumanização da Advocacia, Profissão Humanizada, TecnologiaResumo
Este artigo analisa como a dependência tecnológica pode impactar negativamente a advocacia enquanto profissão humanizada. Argumenta-se que o uso generalizado da tecnologia no ramo do Direito permite que haja vultuosa robotização nos mais variados procedimentos inerentes à prática jurídica. Inicialmente foi realizada uma análise da evolução histórica do uso da tecnologia no ambiente jurídico e, logo após, foi abordada a dependência tecnológica, levando em consideração os efeitos colaterais que a mesma produz nos operadores do Direito e naqueles que do Direito venham a precisar. Em seguida, com o objetivo de demonstrar as consequências negativas da desumanização da advocacia, trabalhou-se os riscos deste impacto, que por vezes se dá de maneira silenciosa. Por fim, temas como os desafios éticos e jurídicos para melhor utilização da tecnologia no contexto jurídico e soluções que visem a garantia do equilíbrio entre tecnologia e humanização foram trazidos como métodos de enfrentamento à problemática exposta no trabalho.
Referências
DONEDA, Danilo. O impacto das tecnologias digitais na humanização da prática jurídica. Revista de Direito e Inovação, v. 11, n. 2, p. 45-61, 2021.
FUKS, Mario; MELO, Claudia. O impacto do Processo Judicial Eletrônico (PJe) na eficiência do sistema judiciário brasileiro. Revista Brasileira de Direito Processual, v. 19, n. 3, p. 101-124, 2020.
FUKS, Mario; MELO, Claudia. Processo Judicial Eletrônico (PJe) e seus impactos na prática jurídica no Brasil. Revista Brasileira de Direito Processual, v. 21, n. 1, p.89-112, 2019.
LEMOS, Ronaldo. Direito e tecnologia: um guia para a formação de juristas do futuro. São Paulo: Saraiva, 2021.
LEMOS, Ronaldo. O impacto da automação e da inteligência artificial no setor jurídico: riscos e benefícios. São Paulo: Saraiva, 2020.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). Sistema de inteligência artificial “Victor” otimiza análise de processos. Brasília: STF, 2020. Disponível em: https://www.stf.jus.br. Acesso em: 10 jan. 2025.
ZANATTA, Rafael. Automação e regulamentação no Direito: lacunas legislativas e seus impactos jurídicos. Revista de Direito e Inovação, v. 10, n. 3, p. 45-61, 2021.
ZANATTA, Rafael. Automação, ética e responsabilidade jurídica: o papel dos advogados na era das tecnologias digitais. Revista de Direito e Inovação, v. 11, n. 3, p. 65-80, 2022.
ZANATTA, Rafael. Big data e advocacia: como dados massivos estão transformando a prática jurídica. Revista de Direito e Inovação, v. 9, n. 2, p. 44-62, 2019.
ZANATTA, Rafael. Blockchain e contratos inteligentes: implicações para o Direito brasileiro. Revista de Direito e Inovação, v. 10, n. 1, p. 34-56, 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Paulo Eduardo Rossi Dourado, José Alexandre Ricciardi Sbizera

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato
Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.